Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

"Um Toque de Jazz" em Fevereiro

 

 

Já é tempo de pôr em dia, em Um Toque de Jazz, a transmissão de algumas excelentes gravações de concertos realizados entre nós.  Este mês, estarão em destaque o histórico Hot Clube de Portugal e o Onda Jazz, um outro clube de Lisboa com crescente importância na divulgação do jazz português.


No primeiro caso, a histórica actuação deste Outono  (08.10.08)  da veterana cantora norte-americana Sheila Jordan  – uma das várias que na altura realizou entre nós –  será dividida em duas emissões preenchidas com criações muito pessoais de conhecido clássicos do jazz, nas quais a grande cantora será acompanhada por Filipe Melo (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo), Bruno Pedroso (bateria) e João Moreira (trompete).


No segundo caso, um jovem e seguro valor do jazz português  – o pianista Júlio Resende –  poderá ser ouvido com o seu quarteto, desta vez contando com a colaboração especial do saxofonista espanhol Perico Sambeat, enquanto o consagrado Pedro Moreira dirigirá o seu quinteto num repertório original em que figura uma homenagem a Arnold Schoenberg.
Um Toque de Jazz é transmitido aos domingos, das 23:05 às 24:00, na
Antena 2, podendo ser ouvido em FM ou ainda aqui, via webcast.  Após a sua transmissão, os programas passam a estar disponíveis, também via Internet, na página de arquivos multimédia da Antena 2.


Domingo, 01.02.09 Concertos Portugueses (1) – A cantora norte-americana Sheila Jordan com o trio de Filipe Melo (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria), numa actuação realizada no Hot Clube de Portugal (Lisboa) em 08.10.08. 1ª. Parte.

Domingo, 08.02.09 Concertos Portugueses (2) – A cantora norte-americana Sheila Jordan com o trio de Filipe Melo (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria), numa actuação realizada no Hot Clube de Portugal (Lisboa) em 08.10.08. 2ª. Parte.

Domingo, 15.02.09 Concertos Portugueses (3) – O quarteto do pianista Júlio Resende com o convidado especial Perico Sambeat (sax-alto e sax-soprano) e ainda João Custódio (contrabaixo) e José Salgueiro (bateria), numa actuação realizada no clube Onda Jazz (Lisboa) em 02.05.08.

Domingo, 22.02.09 Concertos Portugueses (4) – O quinteto do saxofonista Pedro Moreira com João Moreira (trompete), André Fernandes (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), numa actuação realizada no clube Onda Jazz (Lisboa) em 15.02.08.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 17:20
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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Ante-estreia (8) - Nelson Cascais

 

Mais um disco português está prestes a chegar às lojas, sendo lançado nos próximos dias 29, 30 e 31 de Janeiro, em três sessões nocturnas, na cave do 

Hot Clube de Portugal.

 

Guruka, assim se intitula esta obra discográfica, revela-nos, mais uma vez, uma personalidade criativa forte, a de Nelson Cascais, iinteragindo admiravelmente com as dos seus companheiros de estúdio, reunidos na gravação de um álbum para o qual tive o prazer de alinhavar as liner notes.

 

É esse texto que abaixo se reproduz, a propósito desta nova e auspiciosa ante-estreia do jazz português.

 

 

Uma tranquila unidade estética

 

As reconfortantes impressões positivas resultantes da audição atenta deste Guruka, último álbum na discografia pessoal de Nelson Cascais, acabam por corresponder às expectativas de um disco marcado, na sua tranquila unidade estética, pela personalidade do contrabaixista, a par da fortíssima identificação musical entre todos os músicos envolvidos.

É essa coerente conjugação das várias peças que permitem conferir a Guruka a qualificação de “disco de autor”, mesmo que algumas não sejam compostas por Nelson Cascais.  Por exemplo, um certo tom incantatório que parece evocar o lado “espiritual” de Coltrane caracteriza a meu ver o ambiente de PC, emocionante original de Pedro Moreira, todo ele tocado em rubato.  Pelo seu lado, apenas convocando o trio e com tema exposto no contrabaixo, Yulya é uma bela melodia que soa como uma “canção sem palavras”.  Mas a lógica interna do arrebatado desenvolvimento improvisativo pelo piano de João Paulo é pautada por uma imaginação que muito fica a dever a um ouvido harmónico único.
 
Em claro contraste com estas duas peças, Rado Beat, de André Fernandes, joga com a dialéctica confluência entre um padrão rítmico fortemente marcado e a pastosa deambulação  (à superfície)  de uma linha temática com o nítido cunho do guitarrista e que sem dúvida contamina os cuidados solos de Moreira e do próprio Fernandes, este por vezes lancinante nas notas isoladas e depois evoluindo para uma série imparável de escalas ascendentes.
 
Passando ao nucleo central deste álbum  – as brilhantes peças compostas pelo próprio Nelson Cascais –, 1984 surge-nos moldada por um certo recorte shortereano.  Nos solos, as primeiras frases curtas do tenor roçam o politonalismo, num discurso exigente que revela novas e aliciantes facetas do estilo de Pedro Moreira.  Quanto a André Fernandes, ele contrapõe um fraseado também fragmentado de início mas que de seguida se desenvolve no sentido da estabilidade e da linearidade, aproximando-se a peça de uma coda final com um solo crescentemente complexo por Iago Fernandez (bateria) sobre um padrão circular de acordes.

Guruka, exposta de forma delicada e subtil em uníssono de piano e flauta, nasce da sucessão de frases ascendentes e descendentes que se dissolvem num solo total do contrabaixista na região grave do instrumento, que tão bem distingue o poder sonoro de Cascais.  E contrasta, numa transição brusca e sem qualquer pausa, com a agitação de O Centro do Mundo, que culmina todo o disco, caracterizada na sua componente ritmica pela ambivalência ternária e quaternária e pelo frequente uso do rubato mas recusando a burocrática sequência de improvisações, antes seccionando-as pelas referências recorrentes ao tema principal, com João Paulo sempre estimulante na escolha das harmonias no Fender Rhodes.

O mesmo João Paulo é decisivo na paixão com que faz soar o piano acústico nos acompanhamentos e solo de Zulu Baby, porventura a melhor peça de todo o disco, com um tema ondulante e movimentado, pleno de invenção.  Mais tarde, Saboteur, título de um célebre jogo para o ZX Spectrum dos anos 80, apresenta uma configuração intrigante e sinuosa, inspirando um dos melhores solos do tenor e concluindo a reexposição do tema por uma inesperada mudança de tom.


Significativamente, Cascais dá-nos ainda a ouvir, no final, uma versão quase textual de Silence, impressionante coral composto por Charlie Haden e pela primeira vez gravado, em 1976, pelo chamado “quarteto americano” de Keith Jarrett.  A melhor maneira, afinal, de encerrar um disco exemplar, ao mesmo tempo homenageando alguém que certamente constitui referência modelar para o talentoso contrabaixista português.

 

Fotos: Nelson Cascais (Sérgio Cabanilhas)

           André Fernandes (João Messias)

           Pedro Moreira (Manuel Jorge Veloso)

__________________________

 

Guruka

(Tone of a Pitch / Dargil)

Nelson Cascais (contrabaixo), Pedro Moreira (sax-tenor, C-Melody sax, flauta), André Fernandes (guitarra), João Paulo (piano, Fender Rhodes), Iago Fernandez (bateria)

 


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 08:55
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Achados no baú (12)

 

Entre prosas, umas curtas, outras mais longas, que vou encontrando nesse baú electrónico que é o disco rígido do computador, algumas há que nasceram com o vão intuito de deixar pistas para uma discussão que, se calhar, nem sequer há dez anos havia já pachorra para fazer.

              Esta nasceu na sequência de um concerto realizado, de facto, há uma década, num outro Jazz em Agosto, e que, na altura, particularmente me impressionou.

                                                                                              


Para um novo entendimento do jazz (1)


O concerto realizado no Acarte  [Agosto, 1998]  pelo Herbie Nichols Project  tem todas as condições para constituir  (constituirá?)  oportuníssimo ponto de partida para uma discussão que ultrapasse o carácter de mera recensão crítica que forçosamente delimita textos como o presente e que começa a ser inadiável encetar com maior profundidade acerca dos caminhos actuais e futuros do jazz, conhecidos que são determinados sinais de crise que não deixam de provocar certos sintomas de perplexidade nos amadores mais inquietos e inconformados.

                                                                                    

Sabe-se a origem deste projecto. Um grupo de músicos, quase todos membros do Jazz Composer’s Colective, associação que se dedica à investigação teórica e prática do Jazz, decidiram dedicar-se a um estudo profundo da obra de Herbie Nichols (nas fotos) –  personalidade injustamente secundarizada na cena musical do seu tempo –  a partir da recolha de material existente em instituições públicas, como a Biblioteca do Congresso dos EUA, ou na relativamente parca obra gravada que aquele pianista e compositor nos deixou.

                                                                         

                                                                         

 

Os resultados deste trabalho constituíram o principal centro de interesse do concerto que o grupo agora realizou neste Jazz em Agosto. Um concerto que não deixou de pessoalmente me suscitar, na prolongada e complexa digestão dos seus resultados práticos, um intenso confronto com a sensação de relativo “mistério” que informou e enformou a produção musical concreta e, sobretudo, veio mais uma vez ensinar-nos que, também aqui, se revela desajustada a frustrante insistência em certos critérios preconcebidos de abordagem crítica.

                                                                                                 

 

Por exemplo, face à música ouvida, acaba por ser inútil, neste preciso contexto, interrogarmo-nos sobre o aparente desfasamento de alguns músicos em relação aos mais reconhecíveis pressupostos jazzísticos que não deixam de condicionar a postura analítica do receptor.


Só assim se explica esta nova abordagem  (dir-se-ia tendencialmente “erudita”)  de um dado repertório preexistente e das novas coordenadas para a sua recriação;

ou porque razão tal ou tal músico, depois de momentos em que swinga intensamente, se descompõe do ponto de vista sonoro e se arrebata em termos de improvisação, outras vezes parecendo passar inexplicavelmente a submeter-se à partitura ou a tocar «quadrado»;

ou porque motivo são por momentos abandonadas a articulação e a expressão tímbrica, naturalmente identificáveis com o jazz, e se descamba num outro intrigante território musical que aparentemente lhe é alheio.

              

              

 

Julgo, assim, ser imperativo começarmos a perceber que, a exemplo de outras experiências muito diversificadas de músicos como Uri Caine, Dave Douglas ou John Zorn  (para apenas citar os que mais rapidamente me ocorrem), estamos com este Herbie Nichols Project  perante mais um exemplo da multiplicidade de abordagens, totalmente novas, que hoje começam a surgir no jazz, enquanto linguagem musical que se pretende em permanente construção e aberta a outras aventuras, eliminando fronteiras artificiais e, sobretudo, continuando a recusar os guetos impostos do exterior ou inadvertidamente criados na nossa própria mente.


Eis, talvez, uma discussão a prosseguir.

_________________________________


(1)  in Diário de Notícias, 10.08.98


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 09:57
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Os 50 anos de um concerto lendário

 

 

Estão prestes a completar-se 50 anos sobre a data da histórica actuação no Town Hall de Nova Iorque (28.02.59) de um decateto dirigido por Thelonius Monk, na qual foi tocado repertório do grande Mestre com arranjos de Hall Overton.

O visitante habitual de O Sítio do Jazzpor aqui ouviu falar acerca deste concerto:  a propósito da reedição da obra-prima discográfica, que preservou a música então tocada, na série Orrin Keepnews Collection (Universal);  ou na crítica publicada sobre o concerto que teve por lema este evento pela Big Bandwagon de Jason Moran na Casa da Música, em 29.04.08, um dos melhores concertos do ano jazzístico português.

Agora, os felizardos que acaso estejam ou passem pela Big Apple em finais do próximo mês poderão assistir, no mesmo Town Hall, a dois concertos comemorativos a realizar pelo Decateto de Charles Tolliver  (26.02.09)  e pela Big Bandwagon de Jason Moran  (27.02.09), respectivamente intitulados Monk at Town Hall, 1959: “Riviving a Landmark” e “In My Mind”: Monk at Town Hall, 1959.

 

O decateto de Charles Tolliver

Vem a propósito aguçar o apetite, ouvindo aqui o Decateto de Charles Tolliver numa versão de Friday the 13th, tocada na Duke University em 13.10.07 e a Big Bandwagon de Jason Moran numa versão de Little Rootie Tootie tocada na mesma universidade em 27.10.07.  É só clicar nos links apropriados!

 

A Big Bandwagon de Jason Moran

Entretanto, os bilhetes para os concertos de Tolliver e Moran podem desde já ser marcados e comprados via Ticketmaster  – aqui, para o concerto de Charles Tolliver e aqui para o concerto de Jason Moran  – ou directamente para o Town Hall, através do telefone (212) 840-2824.

 


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 09:48
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um muro é um muro é um muro é um muro é

 

 

Nova Iorque, Nações Unidas, 22 Jan  (Lusa)  -  O Conselho de Segurança das Nações Unidas apelou na noite de quarta-feira a que o cessar-fogo temporário na Faixa de Gaza passe a trégua permanente com garantias contra o contrabando de armas e com a reabertura das fronteiras.
Uma declaração à imprensa, proposta pelo Reino Unido e pela França, saudou o cessar-fogo unilateral simultâneo de Israel e do Hamas, após uma ofensiva de 22 dias que fez mais de 1.300 mortos entre os palestinianos.
A resolução foi aprovada por 14 votos a favor e nenhum contra, mas os Estados Unidos abstiveram-se.
 


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 09:45
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

"Things Ain't What They Used to Be"

 

A propósito do emocionante dia que estamos a viver, em meio das mais generosas esperanças mas preparados para a maior das desilusões, vem a propósito chamar a atenção para um  (como sempre)  exemplar e iluminado artigo de Nat Hentoff há cinco dias publicado. 

Curiosamente, depois de Hentoff ter sido recentemente dispensado do corpo de colaboradores da Village Voice, este artigo encontrou espaço para respirar no… The Wall Street Journal (!), diário no qual o conhecido e reputado jornalista e publicista hoje colabora. 

Como as coisas são…                                                                                                                                    

                                                                                                                                        Intitulando-o How Jazz Helped to Hasten the Civil-Rights Movement, Hentoff chama nele a atenção, através de meia dúzia de esclarecedoras histórias, para o papel percursor ou decisivo desempenhado na luta mais geral dos Direitos Cívicos nos EUA pelo jazz, uma música na qual as teclas brancas sempre se deram bem  (ou a isso quase sempre aspiraram)  junto das teclas negras.

 

De facto e tal como sugere Nat Hentoff  (citando Ellington)  Things Ain’t What They Used to Be


 

Publicado por Manuel Jorge Veloso o_sitio_do_jazz às 10:26
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Uma retirada... em beleza!

  

 


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